:: As Bases Científicas do Trabalho de Montessori ::  
   

“A possibilidade de observar a criança em condições experimentais transforma a escola, quando em funcionamento, numa espécie de ambiente científico dedicado ao estudo psicogenético do homem”
(Rita Kramer na biografia de Maria Montessori, em 1976)


A arte de uma observação precisa, qualidade já referida por Rousseau, como indispensável ao novo educador é ressaltada por Montessori, ao falar sobre a preparação do professor para essa nova educação:


Em lugar dele ensinar muito, deve ser silencioso; em vez de instruir muito, deve observar bastante; em vez de ser orgulhoso pelo seu saber e suposta infalibilidade, deve ser humilde.



Paciência e observação isenta de pré-conceitos foram a chave de seu trabalho.

Adentrar os mistérios da vida infantil foi sua meta básica.

 

Através do tempo biológico do indivíduo, associando as características psicológicas que acompanham cada uma das etapas evolutivas, Maria Montessori traçou os quatro planos do desenvolvimento, destacando as características que adquire o ser humano até chegar à fase adulta. E para cada uma destas diferentes etapas, novos “nascimentos” como afirmou, um processo educacional diferente deve existir, para que as necessidades possam ser atendidas e resultem em pleno aproveitamento das capacidades e habilidades.

Uma educação que respeite cada fase do processo de crescimento humano é muito mais efetiva do que um procedimento uniforme que deixe de lado as características da fase em que o educando se encontre, e sequer visualize suas características individuais: ritmo e interesse.


A estas bases, biológica e psicológica, Montessori associou Filosofia, pois percebeu que entender a razão de ser da vida, a responsabilidade de cada um consigo mesmo e com a vida do outro, a consciência de pertencer a um conjunto macro que é não apenas o planeta, mas o Cosmo, fez com que Montessori visualizasse a educação como uma “ciência pela paz”.